FOAM Magazine, cara, mas vale cada centavo

FOAM Magazine

Todo mês teremos, em vídeo, uma resenha de livro ou revista. A primeira dica é da revista FOAM Magazine, do museu de fotografia de Amterdã. A publicação é incrível, cara, mas vale cada centavo.

O vídeo ficou longo, mas como o material não é tão acessível, achei que valeria a pena falar bastante sobre a revista e mostrar algumas fotos.

Ainda não encontrei o lugar ideal pra gravar na minha casa. A luz sempre fica ruim, vou testando em pontos diferente, uma hora chego lá

Como sempre, dicas, sugestões e críticas são bem vindas

PS: Dá pra ler a versão online da revista aqui e assinar a edição impressa aqui

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Fotografia básica: Obturador

Petroquímica, originally uploaded by André Americo.

Semanalmente teremos de volta a seção “Fotografia Básica”, os primeiros posts dessa série serão republicações dos antigos, editados e atualizados. Isso porque a maioria dessas postagens foram feitas no início do blog, há quase um ano. Nesse tempo, o número de visitas triplicou, por isso, acho interessante publicar novamente esse material

O obturador, que fica no interior do corpo da câmera, é uma espécie de cortina que abre e fecha, controlando o tempo de exposição do sensor (ou filme, nas analógicas). Ao acionar o disparador, a cortina se abre e expõe o sensor à luz. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra. Portanto, em uma situação de pouca luz, uma das formas de se conseguir uma imagem “clara” é aumentar o tempo de exposição.

O tempo de exposição do sensor é medido em segundos, as exposições possíveis começam em 30” e vão até 1/8000”. Como na maioria das vezes utilizamos valores fracionados, as câmeras costumam trazer apenas o número de baixo da fração (ex: 500, ao invés de 1/500). Existe também o modo bulb, para exposições acima de 30”. Nessa modalidade, ao apertar o disparador, a cortina é aberta e só volta a se fechar quando o botão é solto.

exemplo de baixa velocidade como recurso estético

exemplo de baixa velocidade como recurso estético

O problema de se usar longas exposições é que objetos em movimento não “congelam” e ficam borrados na imagem. O mesmo acontece se o fotógrafo tremer ao fazer a foto. Para não tremer, o ideal é utilizar um tripé, se não for possível o fotógrafo deve segurar firme a câmera, procurar um apoio para o corpo ou cotovelo e se equilibrar bem. Velocidades abaixo 1/40, já estão sujeitas a tremidas.

Este borrado pode, muito bem, servir como recurso de linguagem ou estética. Tudo depende da intenção do fotógrafo e do que se pretende mostrar. É importante saber usar a velocidade do obturador a seu favor.

O panning é um recurso muito usado para dar ideia de movimento. Consiste em, com uma velocidade de obturador baixa, acompanhar, durante o clique, o objeto em movimento. Isso mesmo, mova a câmera junto com objeto enquanto a cortina estiver aberta. Isso faz com que o motivo pareça parado e o fundo em movimento

Uma dica é estipular um ponto do quadro e um ponto do objeto. Esses dois pontos sempre devem estar sobrepostos. Por exemplo, o capô de um carro em movimento deve sempre estar à média altura na margem esquerda do quadro. Dessa forma, mova sempre a câmera para que o quadro acompanhe o capô do carro em movimento.

Para conseguir bom panning, é necessário se mover na velocidade exata do motivo. Não é fácil, requer prática, tentativa e erro, mas o resultado é muito legal.

Quer saber mais? Faça o workshop de fotografia básica do Por trás da Objetiva

Exemplo de panning

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Pauta em vídeo- Eclipse

A pauta dessa vez era fotografar o eclipse. O céu estava nublado e não tinha lua. Fotografei o físico responsável pelo observatório de Diadema observando no telescópio. A foto não rendeu capa porque o Santos jogava na Libertadores, portanto, o destaque era todo do futebol. Mesmo assim, a foto ficou legal e renderia capa em situações normais.

Fotografei com iso 3200, o que é bastante alto. Optei por essa configuração porque queria trazer um pouco da cor do céu para a imagem, não dava para baixar mais a velocidade do obturador. Minha câmera é velhinha (5d), portanto o iso 3200 granula, e muito, a imagem. Sorte que para jornal, esse granulado é praticamente irrelevante, uma vez que a imagem será impressa em má qualidade (apesar da impressão do Metro ser uma das melhores) e tamanho pequeno.

Outra dificuldade foi a filmagem, estava muito escuro e eu não conseguia usar a câmera da frente do iphone 4. Tive de optar para a câmera da parte traseira do aparelho, que tem flash. O problema é que dessa forma eu não consegui me ver, portanto não conseguia enquadrar direito.

Com o tempo vou pegando a manha. Por favor, critiquem e sugiram

Resultado da foto

 

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Man Ray, a fotografia do imaginário

Man Ray

O maior representante do dadaísmo foi Man Ray. Seu nome de batismo é Emmanuel Radnitzky, nasceu nos EUA, mas passou grande parte de sua carreira em Paris, na França. Além de fotógrafo, ele também dirigia filmes e se dizia pintor acima de tudo. Revolucionou a fotografia de retratos e de moda.

Sem nenhuma preocupação em representar a realidade, sua obra é considerada altamente experimental e conceitual, utilizava a técnica conhecida como raiograma, que consistia em fotografar objetos sem o uso da câmera, apenas em contato com um material sensível à luz (às vezes inventava objetos, apenas para fotografá-los). Outra técnica muito empregada por Ray era a solarização, que consistia em expor o filme durante alguns instantes no processo de revelação. O resultado era uma imagem com tom metálico, como se suas modelos fossem robôs, máquinas (todo esse período dadaísta, surrealista e construtivista sofreu influência da guerra, onde as máquinas venceram os homens. Havia um sentimento de que o humano era fraco e a máquina forte, uma vontade de se tornar mecânico). Criou, também, obras abstratas, fotografando cenas montadas apenas com objetos. Suas imagens sempre possuíam um caráter minimalista.

Suas modelos nunca olhavam diretamente para a câmera, a iluminação não era a usual (normalmente feita de baixo pra cima, o que é “estranho” até para os dias de hoje). As poses davam a impressão de estaticidade, não havia movimento (outra marca da influência maquinicista).

Man Ray usava os editoriais de moda para suportar sua arte experimental. A fotografia de moda dele era livre de qualquer conceito pré estabelecido, era, na verdade, uma visão do artista. A cada ensaio, um estudo, um experimento.

Man Ray é um dos fotógrafos mais importantes de todos os tempos, tanto pela sua fotografia quanto pela sua luta por livrar as artes de conceitos e regras pré estabelecidas. Em sua obra, ele representa sonhos, fantasia. Poderia ter optado por representar pesadelos, uma vez que o mundo acabara de passar por um grande guerra, e estava à caminho de outra. Man Ray utilizou o humor, a diversão para confrontar o horror da primeira metade do século XX

Man Ray

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A crueza de Ian Berry

Uganda, de Ian Berry

Ian Berry é um fotógrafo inglês que se tornou famoso depois de um período de estudos na África do Sul. Seu tutor, Roger Madden, tinha sido, nada menos, do que assistente de Ansel Adams. Após realizar alguns trabalhos como fotógrafo social e de casamentos (isso mesmo), Berry acabou se tornando fotojornalista. Teve sua grande chance em 1960, quando foi o único fotógrafo a registrar cenas do massacre de Sharpeville, suas imagens foram usadas no julgamento e provaram a inocência e culpa dos envolvidos.

Henri Carier Bresson convidou Berry para se juntar à Magnum em 1962. Realizou coberturas ao redor do mundo, entre elas, a invasão da Tchecoslováquia pela Rússia, conflitos na Irlanda, Israel, Vietnam e Congo.

Gosto da crueza de suas imagens, são quase orgânicas. O que parece, é que Berry faz parte da paisagem, ninguém se incomoda com sua presença, ninguém posa para as fotos. As atitudes são naturais, espontâneas. Os personagens nunca são dirigidos pelo fotógrafo, isso fica claro nas imagens, o que só acentua o caráter de realidade que possuem.

Ao mesmo tempo, a humanidade com a qual o fotógrafo olha para seus motivos transparece na foto. Ele não registra, apenas, o momento, mas aproxima seus personagens de quem aprecia as fotografias.

O fotógrafo acredita na importância do ensaio na fotografia documental, para ele “Uma única foto excelente, nos satisfaz muito bem emocionalmente. Mas um grande ensaio jornalístico é o que é ser profissional”, afirma.

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Paranapiacaba é nossa

O ato #FreeParanapiacaba foi um sucesso. Conseguimos atingir nosso objetivo, que era rediscutir o artigo 73 da 90018/2007. O artigo exige autorização prévia, por parte da prefeitura, para que qualquer pessoa possa fotografar nas ruas da vila. A lei também prevê que, se as imagens forem ser utilizadas para fins comerciais, publicitários e jornalísticos, além da autorização, é necessário também o recolhimento de uma taxa de R$ 600,00 para fotografias e R$ 800,00 para filmagens.

Conseguimos com que a prefeitura aceitasse a discutir esse artigo. Essa é a primeira vitória, mas nossa luta ainda não terminou. Precisamos escrever e apresentar para a câmara dos vereadores as nossas reivindicações. Para isso, precisamos de um advogado para que esse texto não haja brechas judiciais e possa passar pelos vereadores sem modificações. Portanto, se algum advogado estiver disposto a ajudar, entre em contato pelo andreamerico185@gmail.com

Depois do texto pronto, precisamos do endosso do maior número de entidades representativas de nossa classe. Acredito que entidades da classe jornalística também possam se interessar pela causa. Se alguma entidade quiser declarar seu apoio, ou se alguém quiser ajudar nessa missão, favor entrar em contato andreamerico185@gmail.com. Junto com a redação, iremos entregar na câmara, um mosaico com fotos de cada fotógrafo presente no Fotografaço. Outra cópia do texto e do mosaico irá para a ONG Sociedade de Proteção e Reparo de Paranapiacaba.

Cerca de 60 fotógrafos estavam presentes no ato. 60 guerreiros que vieram de toda parte do estado de São Paulo lutar pelo direito de expressão de todos, fotógrafos profissionais ou não, que visitam Paranapiacaba. Esses 60 valorosos companheiros receberam a ajuda imprescindível das outras inúmeras pessoas que não puderam comparecer ao protesto, mas ajudaram a divulgar e a estimular outros verdadeiros cidadãos a juntarem-se a nós.

Conseguimos mostrar que a classe fotográfica tem poder. Essa é só a primeira vitória, muitas outras virão.

Vídeo da reportagem feita pela Globo

Vídeo com os melhores momentos da conversa com o Secretário de Gestão dos Recursos Naturais de Paranapiacaba

Matéria veiculada no Jornal Metro ABC, de hoje.

Agora à tarde a prefeitura soltou um comunicado onde diz cobrar taxas apenas para fotos com fins comerciais. No texto, eles não esclarecem o fato de exigir autorização para fotografar a vila. Além de negarem o artigo 73 da lei imposta por eles, que deixa claro, independente da interpretação, ou semântica, como gosta de dizer o secretário (ele também gosta de se intitular sub-prefeito da vila), que a autorização é necessária para toda e qualquer pessoa e, a taxa, apenas para fins comerciais, publicitários e o mais grave, JORNALÍSTiCOS.

Independente do que diga a prefeitura, é importante que o artigo seja modificado, para que não haja mais um problema “semântico”, e, de repente, as taxas e as autorizações voltem a ser exigidas

Novamente, reproduzo aqui o texto do artigo da lei.

Art. 73. As filmagens, fotografias e outras formas de exploração de imagem referente à paisagem cultural na área da Zona Especial de Interesse do Patrimônio de Paranapiacaba, para fins comerciais, publicitários ou jornalísticos, serão permitidas mediante:

I – autorização emitida pela Prefeitura de Santo André, com assinatura do respectivo Termo de Compromisso;

II – doação de quatro exemplares do produto publicitário gerado, à Prefeitura de Santo André, nos quais deverão conter informações referentes à Vila de Paranapiacaba;

III – pagamento da respectiva taxa.

Parágrafo único. Para uso institucional, cultural ou artístico não será cobrada a taxa prevista no inciso III deste artigo

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#FreeParanapiacaba

Gostaria de agradecer a todos os mais de 2 mil que passaram por aqui hoje e ontem. Graças a vocês o assunto teve toda essa repercussão.

Estamos organizando um fotografaço (não esqueça de marcar sua presença) para deixar claro toda a nossa indignação em relação a essa lei que só prejudica o turismo na vila e atenta contra a nossa liberdade artística.

O ato acontecerá ao meio dia de domingo e não tem hora para acabar. Todos estão convidadíssimos a participar. Vamos fotografar toda a vila. Não precisa ser fotógrafo, não precisa ter câmera profissional, qualquer máquina de tirar fotos serve. O importante é produzir imagens, expor a nossa visão livre de qualquer censura ou limitação.

Recebi a informação de que a rede Bandeirantes irá cobrir o fotografaço, assim como o jornal Bom Dia. A Fototech e a Rede de Produtores Culturais de Fotografia no Brasil se manifestaram oficialmente a favor do ato. O fotografaço também apareceu na Folha/Uol

Apesar do número de pessoas que disseram ter sido impedidas de fotografar, liguei na prefeitura para ouvir o outro lado. Não liguei para a assessoria de imprensa, afinal, não sou imprensa, sou munícipe e tenho um blog (trabalho no jornal Metro como fotógrafo, esse blog é feito no meu tempo de folga). Portanto, entrei em contato com o telefone fornecido pela própria prefeitura, 4439-1315, (da Gerência de Projetos, divulgado junto com o comunicado da lei) e conversei com Sidney. Ele me informou que a autorização é exigida para fotos com qualquer fim. A taxa só é cobrada se a foto tiver fim comercial, publicitário ou jornalístico, portanto, confirmando o que se apresenta na lei. Dessa forma, isso sana qualquer dúvida sobre o pedido de autorização servir apenas para as imagens comerciais, informação veiculada pela assessoria de imprensa em reportagem feita pela rádio Bandeirantes. Todo e qualquer cidadão que quiser tirar uma mísera foto de Paranapiacaba está sujeito a essa norma.

Isso significa que, ao fotografar sua família em frente ao Big Ben, você pode ser surpreendido pelo guarda municipal, que irá te mandar parar de clicar.

Perguntei o que ocorre se alguém for lá fotografar sem a dita da autorização, Sidney me disse que a pessoa poderá ser abordada pelo fiscal, que pedirá que ela pare de clicar. Perguntei se mesmo depois de abordada, o que acontece se a pessoa continuar fotografando. Ele me respondeu que ela sofrerá sanções, mas não soube me dizer quais.

Ou seja, como se não bastasse o constrangimento de ser abordado por uma autoridade, como se fosse um criminoso, quem não respeitar a lei ainda irá receber sanções que nem o funcionário da prefeitura sabe. O detalhe é que esse funcionário é quem atende o telefone destinado a ser o canal para que as autorizações sejam solicitadas.

Conversei com uma representante do setor hoteleiro da vila, que não quis se identificar (nas palavras dela “Aqui na vila ninguém vai te falar o nome, porque isso vai causar problemas com o pessoal da prefeitura”), diz não concordar com a lei. “Não vejo motivo pra isso, conheço várias cidades do mundo, sempre fotografei e ninguém nunca me pediu autorização. Para o turismo da vila isso é péssimo”, afirmou. “Isso espanta os turistas, o pessoal vem aqui, não volta e ainda fala mal de Paranapiacaba”, disse ainda. Para ela, o destino do dinheiro arrecadado precisa ser melhor explicado. “Quem presta conta dessa verba? Onde ela é aplicada? A gente não vê essa taxa sendo reaplicada aqui”, afirmou.

Eduardo Pin, presidente da ONG AMA Paranapiacaba e conselheiro do COMDEPHAAT (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), disse que houve uma regulamentação de que a exigência de autorização e a aplicação de taxas ocorreria para fotos feitas dentro dos imóveis da vila. E que o dinheiro, necessariamente, deveria entrar para o Fundo de Gestão do Patrimônio Histórico de Paranapiacaba. Apesar disso, Eduardo disse não saber se o dinheiro está sendo aplicado na vila. Quanto a exigência de autorização para se fotografar a vila, ele foi enfático. “Agora, não poder fotografar na rua? Isso não tem cabimento. A AMA entende que isso não cabe. A paisagem é pública e é impossível exigir autorização, independente do uso da foto. Paranapiacaba não é da prefeitura de Santo André, Paranapiacaba é um patrimônio histórico, portanto, pertence a todos os brasileiros. Isso é um absurdo”, afirmou. “Essa lei vai contra o preceito do Iphan (Instituto do patrimônio Histórico) que diz que todo brasileiro tem o direito de conhecer o patrimônio do país”, completou.

Eduardo conta que já ouviu histórias de pessoas que foram impedidas de fotografar a vila por não estar de posse da tal autorização. “A AMA não aceita isso, nunca aconteceu em grupos guiados por um dos nossos monitores, eles estão orientados a não aceitar esse tipo de excesso”, afirmou.

Para ele, deveria se usar o bom senso e cobrar uma taxa apenas para grandes produções que, de certa forma, atrapalham a rotina da vila.

Concordo com o Eduardo, o objetivo do é rediscutir essa lei de forma a assegurar que todos possam fotografar a vila à vontade, independente do uso. Apenas os casos em que os moradores sejam prejudicados deveriam ser passíveis de taxa. A autorização só deve ser exigida dentro dos imóveis da vila.

Portanto, vamos todos nos encontrar domingo, ao meio dia, em frente ao posto de saúde de Paranapiacaba. Vamos fotografar a vila.

 

Ps: As sanções estão previstas no artigo 85 à 86 da mesma lei:

Das Penalidades
Art. 85. A pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que infringir quaisquer dispositivos desta lei, de seus regulamentos e demais normas dela decorrentes, ficará sujeita às penalidades previstas no Código de Obras e Edificações do Município de Santo André, Lei nº 8.065, de 13 de julho de 2000, e da Lei nº 8.767, de 21 de outubro de 2005, independentemente da reparação do dano ou de outras sanções civis ou penais, e também:
I –advertência por escrito, a qual o infrator será notificado a cessar imediatamente a irregularidade, sob pena de imposição de outras sanções previstas nesta Lei;
II –multa de 50 (cinqüenta) a 10.000 (dez mil) FMP (Fator Monetário Padrão) e a perda de benefícios e descontos concedidos pela Administração Pública;
III –rescisão do instrumento de cessão de uso dos imóveis do Setor da Parte Baixa; e
IV –proibição de contratar com a Administração Pública pelo período de até 3 (três) anos.
§ 1º Nos casos de reincidência, as multas, poderão ser aplicadas por dia ou em dobro, de acordo com a especificidade da infração cometida.
§ 2º As infrações ficam assim especificadas:
I –infração leve: é aquela ocasionada pelo descumprimento dos procedimentos administrativos estipulados nesta lei, bem como aquela cujas intervenções internas aos imóveis sejam realizadas em desconformidade com os padrões estipulados para a preservação do patrimônio cultural, estejam enquadradas na categoria de manutenção, sendo reversíveis, e cuja correção poderá ser realizada pelo próprio permissionário, sem a contratação de técnico responsável, podendo ser de dois tipos:
a)intervenção interna e/ou externa realizada sem autorização do órgão competente, sujeitando o infrator à pena de multa de 60 (sessenta) FMP (Fator Monetário Padrão);
b)intervenção interna enquadrada na categoria manutenção, realizada com autorização do órgão competente, cuja execução não está de acordo com o serviço ou recomendação autorizado, sujeitando o infrator pena de multa de 120 (cento e vinte) FMP (Fator Monetário Padrão).
II –infração grave: é aquela ocasionada pela reincidência de uma infração leve, bem como aquela cujas intervenções internas e/ou externas aos imóveis enquadradas na categoria reparação, ou intervenções externas enquadradas na categoria manutenção, sejam realizadas em desconformidade com os padrões estipulados, descaracterizando a paisagem cultural, embora possam ser reversíveis, podendo ser de sete tipos:
a)emissão de ruído acima dos padrões estabelecidos para cada área de uso do solo desta lei, sujeitando o infrator a pena de multa de:
1)150 (cento e cinqüenta) FMP (Fator Monetário Padrão) para níveis até 20% (vinte por cento) acima do estabelecido para a área de uso;
2)250 (duzentos e cinqüenta) FMP (Fator Monetário Padrão) para níveis até 30% (trinta por cento) acima do estabelecido para a área de uso;
3)350 (trezentos e cinqüenta) FMP (Fator Monetário Padrão) para níveis até 40% (quarenta por cento) acima do estabelecido para a área de uso;
4)450 (quatrocentos e cinqüenta) FMP (Fator Monetário Padrão) para níveis até 50% (cinqüenta por cento) acima do estabelecido para a área de uso; e
5)500 (quinhentos) FMP (Fator Monetário Padrão) para níveis acima de 50% (cinqüenta por cento) do estabelecido para a área de uso.
b)descaracterização da paisagem cultural com intervenção externa enquadrada na categoria manutenção, que resulte em descaracterização dos padrões existentes como possibilidade de reversão, sujeitando o infrator a pena de multa de 200 (duzentos) FMP (Fator Monetário Padrão);
c)descumprimento dos padrões urbanísticos estipulados por esta lei, sujeitando o infrator a pena de multa de 250 (duzentos e cinqüenta) FMP (Fator Monetário Padrão);
d)descumprimento de normas de segurança patrimonial, sujeitando o infrator pena de multa de 300 (trezentos) FMP (Fator Monetário Padrão);
e)descaracterização do patrimônio cultural com intervenção interna e/ou externa, enquadrada nas categorias reparação e adaptação tecnológica, cuja execução não está de acordo com os padrões recomendados, sujeitando o infrator pena de multa de 400 (quatrocentos) FMP (Fator Monetário Padrão);
f)         utilização dos espaços institucionais cedidos para atividades e eventos, em desacordo com a autorização concedida pelo órgão competente, sujeitando o infrator pena de multa de 800 (oitocentos) FMP (Fator Monetário Padrão);
g)exploração comercial da imagem no todo ou em parte, de quaisquer bens ou da paisagem cultural, sem a devida autorização ou em desconformidade com as normas e procedimentos estipulados na presente lei, sujeitando o infrator pena de multa de 1.000 (mil) FMP (Fator Monetário Padrão).
III –infração gravíssima: é aquela ocasionada pela reincidência de uma infração grave, bem como aquela cujas intervenções internas e/ou externas aos imóveis enquadradas na categoria adaptação e/ou nova construção, sejam irreversíveis e realizadas em desconformidade com os padrões estipulados, de modo a descaracterizar a paisagem cultural, e comprometer o conjunto arquitetônico no que se refere à estrutura, técnica construtiva ou seu valor histórico-cultural, podendo ser de três tipos:
a)descaracterização do patrimônio cultural que não comprometa a estabilidade estrutural dos imóveis, sujeitando o infrator à pena de multa de 1.500 (mil e quinhentos) FMP (Fator Monetário Padrão);
b)descaracterização do patrimônio cultural que comprometa a estabilidade estrutural dos imóveis, sujeitando o infrator à pena de multa de 2.000 (dois mil) FMP (Fator Monetário Padrão);
c)depredação do patrimônio cultural com a retirada, o transporte e a comercialização de qualquer tipo de material de valor histórico-cultural, sujeitando o infrator à pena de multa de 2.500 (dois mil e quinhentos) FMP (Fator Monetário Padrão).
Art. 86. O pagamento da multa não exime o infrator das demais sanções e medidas administrativas e judiciais cabíveis, inclusive a apuração de sua responsabilidade pelos crimes praticados por particular contra a Administração Pública previstos na legislação penal.
Parágrafo único. Os procedimentos de cobrança, bem como os de atualização monetária e cobrança de juros e multas seguirão os dispositivos do Código Tributário Municipal.


 

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